Uma das primeiras perguntas que respondemos na análise de viabilidade de qualquer local é: AC ou DC? A resposta certa depende inteiramente do tipo de negócio e do comportamento de quem vai usar o carregador.
A diferença na prática
AC (recarga lenta / convencional) carrega o veículo aos poucos, ao longo de horas. É a tecnologia mais barata de instalar e a mais comum — hoje representa 5.401 dos 6.954 eletropostos de São Paulo, ou 77,7% do total.
DC (recarga rápida) entrega energia diretamente à bateria em alta potência, recarregando o veículo em minutos em vez de horas. É mais cara de instalar, mas resolve um problema que o AC não resolve: giro rápido de veículos. Hoje são 1.553 pontos DC em São Paulo — 22,3% do total.
Onde cada uma faz sentido
AC funciona melhor onde o veículo fica parado por um bom tempo:
- Condomínios
- Empresas (estacionamento de funcionários)
- Hotéis
- Estacionamentos de longa permanência
- Restaurantes
- Centros comerciais
- Locais de trabalho
Nesses casos, o carro já vai ficar ali por horas de qualquer forma — recarregar rápido não é o ponto. O que importa é oferecer o serviço a um custo de instalação menor.
DC funciona melhor onde o giro é alto e o tempo é curto:
- Postos de combustível
- Rodovias
- Corredores intermunicipais
- Motoristas de aplicativo, que não podem ficar horas parados
- Frotas elétricas em operação
Aqui a lógica se inverte: o motorista não vai esperar duas horas para carregar. Ele precisa entrar, carregar em 20–30 minutos e seguir viagem — ou voltar a trabalhar.
O indicador que mostra a oportunidade
Em São Paulo, a relação atual é de 1 carregador DC para cada 108 veículos elétricos. O padrão ideal de mercado é de 1 para cada 10 — uma diferença que aponta um déficit real de recarga rápida, justamente na tecnologia mais indicada para pontos de alto giro como postos de combustível.
Isso não significa que AC não tem espaço: significa que, para locais de alto giro, a demanda represada por DC é maior do que a oferta atual consegue atender.
Como decidimos junto com você
Na prática, a maioria dos locais de alto fluxo se beneficia de uma combinação: DC para atender quem precisa de recarga rápida, AC para quem vai ficar estacionado por mais tempo. A decisão entra na mesma análise de viabilidade técnica e financeira que fazemos antes de qualquer proposta — considerando a capacidade elétrica disponível no local, o perfil de quem frequenta o espaço e o retorno esperado de cada tecnologia.
Quer saber qual combinação faz sentido para o seu local? Fale com a Bluebell Electric.